Primeira-dama da França é alvo de assédio e falsas acusações sobre identidade de gênero; Justiça condena envolvidos
A Justiça de Paris condenou, nesta segunda‑feira (5), dez pessoas por assédio cibernético contra a primeira‑dama da França, Brigitte Macron, após a disseminação de informações falsas que afirmavam que ela seria uma mulher transgênero. A decisão reforça o esforço do governo francês no combate à desinformação e ao discurso de ódio nas redes sociais.
De acordo com o tribunal, oito homens e duas mulheres foram considerados culpados por publicar comentários maliciosos sobre o gênero e a sexualidade de Brigitte Macron. Os réus também atacaram a diferença de idade de 24 anos entre ela e o presidente Emmanuel Macron, chegando a insinuar irregularidades e difamações contra o chefe de Estado.
As penas aplicadas variam entre prisão efetiva, sentenças suspensas, multas e cursos obrigatórios de conscientização sobre assédio virtual, dependendo do grau de participação de cada acusado. Em alguns casos, o tribunal também determinou a proibição temporária de uso de redes sociais, medida adotada para evitar reincidência.
O caso ganhou grande repercussão internacional por envolver teorias conspiratórias que circulam há anos na internet, e que agora passam a ser tratadas com maior rigor pela Justiça francesa. Para o casal presidencial, a decisão representa uma vitória simbólica na luta contra ataques digitais e campanhas de difamação.

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