Contrato de sigilo para perfis criticarem BC tem iniciais de Vorcaro e multa de R$ 800 mil; veja
Um contrato de confidencialidade oferecido por agências a influenciadores digitais, com o objetivo de promover conteúdos críticos ao Banco Central (BC) após a decisão de liquidar o Banco Master, continha as iniciais de Daniel Vorcaro, proprietário da instituição. O documento também estabelecia uma multa de R$ 800 mil em caso de quebra de sigilo.
Segundo apuração, o contrato fazia parte de uma estratégia para impulsionar publicações nas redes sociais que questionassem a atuação do BC no processo de liquidação. O material previa que os influenciadores não poderiam revelar a origem da campanha nem os responsáveis pelo financiamento das ações.
A presença das iniciais de Daniel Vorcaro no documento chamou atenção por indicar possível ligação direta com a operação de comunicação, embora o conteúdo não detalhasse responsabilidades formais. A cláusula de multa elevada reforçava o caráter restritivo do acordo, buscando evitar qualquer vazamento sobre os envolvidos.
O caso reacende o debate sobre transparência em campanhas digitais, especialmente em temas sensíveis do sistema financeiro, e levanta questionamentos sobre o uso de influenciadores para influenciar a opinião pública em disputas regulatórias.

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