divulgação dos dados do PIB pelo IBGE nesta quinta-feira (4) confirma que a economia brasileira ainda caminha em ritmo moderado, sem sinais de aceleração robusta. O resultado reflete o desempenho de setores que reagem menos às variações da atividade doméstica e às taxas de juros internas, como a indústria extrativa (petróleo e minérios), a grande agropecuária e as exportações.
Por consequência, áreas que prestam serviços a essas atividades, como transportes e logística, também registram melhora. A construção civil aparece como outro destaque, impulsionada principalmente por obras de infraestrutura e, em menor escala, pelo programa Minha Casa Minha Vida.
No entanto, quando se observa a chamada absorção doméstica — que inclui consumo das famílias, investimentos privados e gastos do governo — o cenário é menos animador. O ritmo de crescimento caiu para patamares semelhantes aos períodos pré-Lula 3 ou mesmo anteriores à pandemia, evidenciando que o mercado interno ainda não recuperou a força necessária para sustentar uma expansão mais ampla.
Em resumo, o quadro atual mostra uma economia sustentada por setores voltados ao mercado externo e grandes projetos, enquanto o consumo interno segue enfraquecido, limitando o potencial de crescimento no curto prazo.