A preparação para o Carnaval de Salvador 2026, que terá início oficial em 12 de fevereiro, já movimenta a cidade — e também acende debates. A Prefeitura deu início à instalação da passarela dos ambulantes na Barra, estrutura utilizada nos últimos anos para organizar o fluxo de trabalhadores informais durante a folia. Apesar de ser defendida por parte da gestão como medida de ordenamento, o projeto volta a dividir opiniões.
Os primeiros dias de intervenção, porém, chamaram atenção por outro motivo: a faixa de areia entre o Cristo e o Farol da Barra amanheceu com um cenário de destruição, resultado direto das escavações e movimentações de máquinas pesadas. Moradores, frequentadores e ambientalistas demonstraram preocupação com o impacto imediato na paisagem e nos ecossistemas costeiros.
A obra, segundo a administração municipal, é considerada essencial para garantir segurança, mobilidade e organização durante o período de maior fluxo turístico da capital baiana. No entanto, críticas se intensificam diante da falta de informações detalhadas sobre medidas de mitigação ambiental e recuperação da área após o Carnaval.
Com a proximidade da festa, a expectativa é de que o tema continue em destaque, alimentando discussões sobre planejamento urbano, preservação ambiental e uso dos espaços públicos em Salvador.