Na política brasileira, a dinâmica de defesa e ataque entre governo e oposição se mantém viva desde os tempos de Fernando Collor, quando surgiu a expressão “tropa de choque” para designar parlamentares que atuavam diretamente na proteção do presidente diante de investigações.
No cenário atual, não há uma tropa formalmente constituída, mas é possível observar figuras que se destacam na defesa do governo em momentos de maior pressão. Da mesma forma, quando o alvo é alguém ligado à gestão Bolsonaro, são os parlamentares da oposição que assumem o papel de escudo, buscando proteger seus aliados e enfraquecer as acusações.
Esse movimento revela a natureza cíclica da política nacional, em que grupos se alternam entre defensores e críticos, dependendo do contexto e da posição que ocupam no poder. A prática reforça como a política brasileira se constrói em torno de disputas narrativas e estratégias de sobrevivência institucional.