PF mira ex-secretários do Rio em operação sobre benefícios à Refit
A Polícia Federal realizou nesta sexta-feira uma operação de busca e apreensão que atingiu ex-integrantes do governo do Rio de Janeiro suspeitos de atuar em benefício da Refit, empresa apontada como a maior devedora de impostos do país.
Entre os alvos da investigação estão Juliano Pasqual, ex-secretário de Fazenda do estado, e Renan Saad, que comandava a Procuradoria-Geral do Estado (PGE). Ambos haviam sido exonerados recentemente pelo governador interino do Rio, o desembargador Ricardo Couto.
Segundo informações ligadas à investigação, os dois ex-integrantes do governo são apontados pela Polícia Federal como peças importantes em uma suposta articulação voltada ao favorecimento de interesses da Refit, empresa vinculada ao empresário Ricardo Magro.
A operação amplia a pressão sobre antigos membros da gestão estadual e aprofunda o debate sobre possíveis irregularidades envolvendo decisões administrativas e fiscais dentro do governo fluminense. A investigação busca esclarecer se houve influência indevida em processos relacionados à dívida tributária da companhia.
Nos bastidores políticos, a exoneração dos investigados poucas semanas antes da operação chamou atenção e gerou especulações sobre movimentações internas no governo do estado. O Palácio Guanabara acompanha o caso diante da repercussão política e institucional da ação da PF.
A Refit já esteve no centro de discussões envolvendo débitos fiscais bilionários e disputas judiciais relacionadas à cobrança de impostos. Agora, a nova fase da investigação coloca foco sobre a atuação de antigos gestores públicos e possíveis benefícios concedidos à empresa.
A ofensiva da Polícia Federal reforça o avanço das apurações sobre relações entre agentes públicos e interesses empresariais em áreas estratégicas da administração estadual. O caso deve seguir repercutindo no cenário político do Rio de Janeiro nos próximos dias.

-(1)-(1).gif)